IBAMA volta a agir contra a BR-319, embarga obra e aplica multa superior a R$ 7 milhões

 A recuperação da BR-319, volta a ser atrapalhada pelo IBAMA e para


Amazônia – A novela da recuperação da BR-319, rodovia de integração, construída ainda no Governo Militar, ligando Manaus a Porto Velho e daí a reto do país, continua tenso a sua restauração atrapalhadas pelos órgãos ambientais, provocando sérios prejuízos a economia do Amazonas e encarecendo o transporte para a região.
Vale lembrar que na campanha política, a reeleita presidente Dilma, garantiu que a Manaus-Porto Velho voltaria a funcionar, mas parece, que foi mais uma falácia da então candidata, hoje presidente da República.
Mais uma vez o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou as obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no trecho entre os quilômetros 250 e 655,7 (Humaitá-Manaus), na BR-319. Segundo o Ibama, foram constatadas irregularidades e graves danos ambientais na obra. Foi emitido um auto de infração no valor de R$ 7.510.500,00.
Conforme o Ibama, a decisão foi baseada em relatório concluído em agosto, que apontou a execução de obras sem licença ambiental adequada, além de irregularidades como supressão de Área de Preservação Permanente (APP), estocagem de madeira sem licença, destinação irregular de efluentes, utilização de material de jazidas, intervenções em corpos hídricos, alargamento de pista, construção de bueiros, desvio de ponte danificada e alojamentos para trabalhadores sem condições mínimas de segurança e salubridade.
A BR-319, que liga Porto Velho e Manaus, possui três trechos em obras. Para o trecho central, de 405,7 km, o Ibama emitiu em 2007 um Termo de Referência que solicitava a realização de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima).

Enquanto isso, o sonho de voltar a trafegar pela importante rodovia de integração, sofre mais um diamento
Em 2009, após a devolução de dois estudos, uma terceira versão do Eia/Rima foi elaborada pelo Dnit. O documento, porém, não reuniu subsídios mínimos para verificar a viabilidade ambiental do empreendimento.
Em 2014, o Dnit obteve junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) licença ambiental para realizar a manutenção e recuperação da rodovia. No entanto, foram constatadas obras de implantação e pavimentação em vistoria do Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama no Amazonas.
O Ibama emitiu auto de infração e termo de embargo, cujas cópias serão encaminhadas aos ministérios públicos Federal e do Trabalho. A equipe de fiscalização permanecerá monitorando a rodovia para verificar o cumprimento da decisão.

Fonte: Amazonianarede/TVAM
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