Professores e estudantes da Ufam em Humaitá debatem a greve nas universidades federais




Data: 22/09/2015

Mais de 70 estudantes e professores reuniram-se nesta terça-feira (22) no auditório do Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA), unidade acadêmica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em Humaitá, para debater o momento atual da greve e as dificuldades que o movimento paredista enfrenta para derrotar a intransigência do governo federal.

Convocado para esclarecer dúvidas dos discentes em relação à continuidade da greve e organizar a mobilização para os próximos dias de atividades na cidade, o debate teve início com um informe sobre a situação nacional da greve das Instituições Federais de Ensino (IFE). Durante o encontro, o Comando Local de Greve (CLG) dos docentes reafirmou a pauta de reivindicações da categoria: contra os cortes na educação, contra os projetos de lei que retiram direitos, pela melhoria das condições de trabalho e de ensino e pela campanha unificada dos Servidores Públicos Federal (SPFs).

Na avaliação do CLG, desde o início do ano o governo vem intensificando a política de ataques aos direitos e de confisco salarial dos servidores e que o anúncio do último pacote de medidas, apresentado em 14 de setembro, demonstrava que mais ataques do governo às universidades e aos direitos dos trabalhadores.
Após o informe geral, foram dados esclarecimentos sobre os problemas na Ufam causados pela não suspensão do calendário. O informe sobre a configuração do calendário acadêmico foi dado pela professora Laura Miranda, que participou como observadora nas duas últimas reuniões do Conselho Universitário (Consuni). Em Humaitá, a comunidade reafirmou que a reposição de 2015/1 só ocorrerá com o fim da greve, assim como a tramitação das disciplinas do segundo semestre só ocorrerá após a reposição integral dos conteúdos.

Docentes e discentes avaliaram que não há perspectiva de encerramento de greve, pois o governo, além de não atender as reivindicações, ainda corta mais recursos e direitos. Entretanto, afirmou-se também a necessidade de intensificar a mobilização para dar visibilidade ao movimento e ligar a pauta de Humaitá e da Ufam à mobilização nacional.

Por isso, o CLG de Humaitá promove nesta quarta-feira (23), Dia Nacional de Paralisação dos Servidores Públicos Federal, uma marcha pelas principais ruas do município. A concentração ocorrerá no pátio do prédio da Circular a partir das 08h. Os docentes e alunos seguirão com panfletagem e divulgação da continuidade da greve para a população.

* Com informações do CLG de Humaitá
Fonte: ADUA
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